Orquídeas Garden

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Não sabia como descrever o que pretendia com este blog. Contudo, com a simplicidade das suas palavras, alguém o conseguiu: «Ninguém é obrigado a partilhar sentimentos... pensamentos, emoções... chamar a atenção para a vida, para o que é importante ou não... nem tem de nos orientar, ou tentar mostrar-nos outras perspectivas da vida... Mas há quem fale de si e dos seus sentimentos... e das suas perspectivas da vida... Então aproveite quem quiser...»(O Último Padrinho)

A minha bola de neve


Talvez esteja a pagar pelo que fiz... talvez não.
Sempre fui e sempre me senti só.
Sempre dei de mim acreditando que receberia de volta o que de mim empenhava... quase nunca foi verdade.
A minha vida é um ciclo vicioso. É sempre uma volta de 360º por muito que queira acreditar que é de 180º...
Chegam-me pessoas que acredito serem boas e serem minhas amigas... depois acabo sempre a bater com a cabeça na parede...
Acredito sempre na bondade de todos. Acredito que ninguém pode ser só mau... todos temos de ter algo de bom. Ninguém é 100% ruim. No entanto, acabo sempre só. Acabo sempre por ser uma passagem na vida dos outros. Quando os outros levam o que melhor dei de mim e ficam na minha vida para sempre.
Jamais esqueço quem cruza o meu caminho.
Os que amei ontem são os que amo hoje mesmo já não estando presentes na minha vida... pertencendo só ao passado...
Quando refiro amor, refiro-me ao verdadeiro amor. Independentemente de ser entre um homem e uma mulher, refiro-me à amizade entre todos os outros sentimentos que implicam amor no seu fundamento.
Acredito sempre que serei retribuída em igualdade ao que dou de mim. Umas vezes acredito que sou... outras sei que não... isso não impede de dar de mim.
Cometo erros! Sou humana. Erram comigo. Contudo, mesmo quando erram não deixo de amar... Acabo por perdoar. Continuo a amar mesmo os que erram comigo, mesmo quando deixam de fazer parte da minha vida.
O meu maior sonho?
Que todos amassem como amo. Que todos perdoassem como perdoo.
Perdoar de verdade. Perdoar ao ponto de não lembrar os erros e os defeitos e aceitar as pessoas como são verdadeiramente. Com virtudes e defeitos...
Sou imperfeita. Todos são. Mas, nem todos percebem ou entendem isso.
Estou farta de ver pessoas a entrar e a sair da minha vida. Poucos... muito poucos são os que ficam... e, no entanto... continuo a guardar todos... todos no meu coração.

Para ti! Sim, para ti.



Deixas-te-me os sentidos embriagados,

Por um olhar transbordando de loucura.

Um olhar que me guiou

Para um novo caminho.

Um caminho impossível...

Na loucura da minha embriaguez

Iniciei-me nesse caminho...

Seguindo, embevecida, o teu olhar.

Guiada pela tua mão,

No calor latente do teu abraço,

Num acelerar descompassado do coração.

Deste meu pobre coração...

Que seguiu o descompasso do teu...

Ficou parado no tempo.

Enquanto tens o teu espaço,

O mundo continua a girar,

A vida continua a correr,

O tempo continua a andar.

A minha alma está calma.

O meu espírito está tranquilo.

Aquietam-se na felicidade de te conhecer.

Nada mais esperam,

A não ser a delícia da tua presença.

Alimentam-se de ti.

Porque tu és amizade e amor,

Carinho e ternura,

Desejo e prazer,

"Ódio" e paixão,

Sinceridade e verdade.

És a força que me encaminha.

És o apoio que me faz seguir

Na luta que travo todos os dias,

Por um amanhã melhor...

Por mais um objectivo atingido...

Não és de sempre.

Mas és para sempre.


13/Outubro/2009

Perdidamente...Perdida



Porque razão me dá a vida coisas boas, se depois mas retira?

Porque razão faz com que tudo pareça tão fácil e simples, se depois tudo se complica?

Porque razão quanto mais quero uma coisa mais dificil se torna tê-la?

Porque razão quanto maior é a minha calma mais aumenta o meu desespero?


Tenho aprendido muito com a vida. Espero aprender ainda mais. Contudo, as minhas maiores lições têm sido retiradas de perdas que conduzem a sofrimento, ou seja, as minhas aprendizagens têm sido baseadas nas feridas do meu coração e nas sombras da minha alma.

"São os maus momentos que ligam os bons momentos"... Porque razão os maus momentos têm sempre uma durabilidade superior aos bons momentos? E porque razão conseguem ambos deixar marcas tão profundas? Não seria mais fácil se apenas os bons momentos nos alimentassem o ser?


Já tombei algumas vezes. Já me empurraram algumas vezes.

Levantei-me sempre. Mais depressa ou mais devagar... consoante as feridas e o tempo que levaram a sarar.

Ainda assim (não sei como), continuo disposta a aceitar tudo o que a vida me dá, tudo o que me trás. Continuo de peito aberto para todos os impactos, sejam eles positivos ou negativos.

Como qualquer guerreiro tenho medo das batalhas, no entanto, sei que tenho de lutar. Estando nelas, o peito enche-se de coragem e esquece-se o medo das consequências dessa batalha.


Meu Pai, meu Deus, estou nas tuas mãos e sigo o caminho que traças-te para mim. Sou tua serva e ponho a minha vida ao serviço da tua vontade e das tuas causas. Faz de mim instrumento na luta pela causa maior: Amar, ser amado e levar amor a quem dele mais precisa.


Voltas...


A vida dá voltas... voltas... e mais voltas...
Quando se diz que a vida é uma caixa de surpresas, é uma grande verdade. Surpresas boas e más.
Umas seguidas das outras, aparentemente sem qualquer sentido ou nexo. Mas, nesta vida tudo tem uma lógica. Só por si a vida é sinónimo de alguma lógica.
Quando parece que tudo perde sentido... há sempre um novo rumo a seguir.
Todas as rosas têm os seus espinhos... mesmo a mais bela e perfumada das rosas tem os seus espinhos pontiagudos que a protegem dos invasores e daqueles que, num acto egoísta, a aprisionam para si; separando-a da sua raiz e colocando-a numa jarra com o intuito de lhe apreciarem a magnifica beleza e sublime perfume. No entanto, separada da sua raiz ficou condenada. Todas as suas belas características irão durar algum tempo... mas não tanto como durariam se a bela rosa tivesse podido continuar ligada à sua raiz... ao seu elo mais precioso que a ligava à terra, ao mundo, que a mantinha com uma maior esperança de vida.
De nada serve isolar do mundo o que mais queremos para nós. O mundo vai sempre continuar lá fora.
No tempo que despendemos a cuidar do que queremos para nós acabamos por isolar-nos, mesmo sem querer, do mundo.
Só quando perdemos o objecto da nossa devoção percebemos, que tal acto de egoísmo, nos deixou sós. Que ao cuidar da rosa posta numa jarra deixámos que a roseira morresse... perdendo a hipótese de voltar a ter outra rosa tão bela como a que nos prendeu a atenção.
Outras roseiras existirão... mas vamos ter de voltar a cuidar de uma nova roseira até ela ser suficientemente forte e robusta para nos agradecer gerando belas rosas. Mas será que algum dia estas nos satisfarão? Irá ficar sempre o deslumbre daquela bela rosa que perdemos... que nunca mais vamos ter... porque nos esquecemos de cuidar da roseira... porque fomos egoístas e só pensamos no nosso bem estar ignorando tudo o resto...

Espero que tenhas a oportunidade de criar outra roseira e de colher outras rosas... só não te esqueças de cuidar da roseira..

OO



Era suposto confiar em ti... Mas... deixaste cair-me no vazio.
Fiquei num espaço vazio de tudo preenchido com recordações, vontades, desejos, esperanças...
Pareçe que foges da própria sombra, como se receasses que de alguma maneira eu esteja lá presente. Percebo que me receias. Isso mostra que também tu recordas, apesar de estares num espaço cheio de tudo preenchido com novas recordações, novas vontades, novos desejos, novas esperanças.
Empurraste-me para um buraco muito profundo, sem saídas. Roubas-te todas as escadas e cordas existentes. Certificaste-te que o buraco era tão profundo que eu jamais conseguiria agarrar a mão de alguém que tentasse salvar-me. Traçaste um plano perfeito para me deixares aprisionada.
Traiste-me, foste embora e deixaste-me sozinha num buraco vazio, que fui enchendo com lágrimas, numa esperança inútil de um dia dali sair...
Hoje, já nada existe. Hoje, o vazio é mesmo vazio.
Um vazio de nada preenchido apenas com vazio.

Impulsos


Há muito tempo que não vinha aqui para falar de sentimentos... para, no fundo, desabafar de uma forma surda e calada. Há algum tempo que não sentia necessidade de escrever para me sentir aliviada e atenuar angustias. Escrevo agora que a tristeza da ausência de um abraço me perturba de tal forma que me arranca o sono deixando os meus olhos livres para as lágrimas que tentam lavar a imagem daquele sorriso que mais queria ver...
Nem sei como começar...
Não sei como começou. Nem sequer sei porquê. Não tinha razão de ser. Não fazia, à partida o menor sentido. No entanto, não sei como, deixei levar-me. Atirei-me de cabeça, pés, corpo inteiro... não me permiti sequer tempo para pensar nas consequências. Dei-te a mão e deixei que me guiasses. O amanhã deixou de me interessar. Permiti-me viver cada loucura, cada momento. Fiz coisas que julguei que jamais faria, ou que pelo menos ia levar um tempo até me achar com coragem para fazê-las por alguém...
Não sei como aconteceu... gostava de um dia obter uma resposta para isto. Foi tudo demasido rápido... quase não deu tempo para pensar. Podias (ou podiamos) ter parado para pensar antes.
Assustaste-me muito no início de tudo. As nossas diferenças assustaram-me. Assutou-me o facto de saber que se nos continuassemos a deixar levar pelos impulsos, pelas vontades eu ia acabar magoada. Sabia à partida que quando a corda rebentasse ia ser do meu lado. Eu sabia que ia sofrer. Sabia disso desde o início e mesmo assim entreguei-me aos impulsos e às vontades; mesmo assim entrei contigo numa série de loucuras... das quais não me arrependo.
Tentei convercer-me, nos momentos em que me senti mais assustada, de que tudo seria apenas uma aventura. Seriam apenas uns momentos de loucura que um dia iam acabar e a nossa amizade permaneceria sem constrangimentos.
Tive sempre uma noção quase plena da forma como as coisas iam acontecer, consegui mesmo antever algumas coisas. Ainda assim, não fugi delas, nem lhes mudei o rumo. Deixei que tudo seguisse o seu suposto percurso natural. Deixei que as coisas acontecessem de acordo com as tuas escolhas, as tuas atitudes, as tuas certezas e no fim até mesmo com as tuas incertezas.
Por ti e para estar contigo fiz algumas coisas que não tinha feito antes por ninguém. Submeti-me a situações - criadas e geradas por ti - para te agradar, porque parecias ter certezas no que fazias. Deixei-me levar...
Um dia após o outro vi as coisas acontecerem de acordo com os meus medos e receios, enfrentei tudo. Podia te-las evitado, no entanto, não sei porque não o fiz. Deixei que gerisses tudo. No fundo, acho que sei porquê. Talvez tenha sido para testar as tuas certezas, para perceber se estavas mesmo consciente do que estavas a fazer. Tal como eu pensava, não estavas. O que mais me irrita é que mesmo sabendo disto me deixei levar.
Tu estavas à procura de uma tábua de salvação. Precisavas de uma por tudo o que tinhas vindo a viver nesses últimos tempos. Sentias-te à deriva, desamparado... querias um "sorriso"... Achas-te que eu poderia ser essa tábua, esse "sorriso"... Agarraste-te nessa ideia que não passou de uma ilusão. Uma ilusão que durou três semanas... numa "relação" de dois meses. Dos quais o balanço final de acontecimentos é positivo. Foram bons momentos, senão mesmo fantásticos. Contudo, como eu já esperava, tu percebes-te que a melhor solução para ti não era uma tábua de salvação; mas sim um tempo contigo próprio. Um tempo em que pudesses definir sentimentos e emoções sem a interferência de ninguém - para que não magoasses ninguém e para viveres a tua vida. Tomas-te ainda como certas algumas coisas que achavas que eu pensava e que eu queria, mesmo sem te teres certificado se de facto seriam assim, se de facto eu as queria ou as pensava. Assustaste-te com isso, que em conjunto com os outros factores te fez recuar - fez-te cair na tua realidade.
Mas, para o meu caminho já não havia volta. Sofri uma rasteira pelo percurso, com a qual não contava, apaixonei-me completamente. Esta é a grande explicação para o facto de me ter deixado levar e para as minhas atitudes e actos. Apaixonei-me logo nas emoções, sensações e sentimentos daquele primeiro beijo roubado...
A tua ilusão veio e passou, a minha paixão veio e ficou. Doeu muito. Mas podia ter doído ainda mais se eu não contasse com a forma como as coisas aconteceram.
Começas-te por acabar com o rótulo. Depois, foste aos poucos acabando com a relação em si. Hoje, mal nos falamos. Hoje, mal te consigo olhar nos olhos, ainda assim não os esqueço. Houve uns tempos que morria de saudades do teu sorriso... bastava-me ver-te e saber que estavas bem para eu estar e ficar bem, para que as saudades se atenuassem, para que a dor da tua ausência (tão sentida) fosse aliviada. Ficava feliz por demonstrares vontade de estar comigo, por me procurares... Hoje, tudo isso acabou.
Agora, o meu orgulho fala um pouco mais alto que o que sinto por ti. Por isso, consigo dar-te a mesma indiferença que me dás. Consigo calar a vontade de te beijar, de abraçar... basta não te olhar nos olhos... basta não ver o teu sorriso... basta simplesmente ignorar-te. Isto não faz com que a minha paixão diminua, porque ela continua a existir, continua a encher o meu coração. Tu, com a indiferença fria dos teus gestos, é que já não aqueçes a minha alma.
Onde é que isto tudo nos vai levar?

Sabe o que é superação?














Superação é poder fazer acontecer com as ferramentas que temos.
Superação é trabalhar da melhor forma possível independentemente do que pensem ou falem.
Superação é irmos além do que os outros acham que somos capazes.